Terça-feira, Setembro 11, 2007

Alentejo

Ao Alentejo agradeço:

a paz,
a calma,
as horas a passarem mais devagar,
Agradeço a possibilidade de descanso.
A pouca gente,
O passear calmamente,
O abrandar do ritmo.
Agradeço os locais ainda pouco divulgados,
o rio, a paisagem.
E a comida e os petiscos.
A boa disposição e descontração com que me deixou.
Agradeço hoje, especialmente, que voltei aos dias agitados e aos compromissos.

Quarta-feira, Agosto 15, 2007

A TV

Não há muita coisa que veja em televisão. Torno-me até um pouco anti-social porque nunca estou a par dos grandes acontecimentos televisivos nacionais, nomedamente as novelas, cujos desfechos oiço em conversas e nem um personagem conheço. Há dias em que me sinto à parte!

Mas há uns outros que, de quando em vez, vejo e gosto.

Gosto do "Centro de Saúde", apresentado pela Cláudia Borges. É simples, informativo, sem paternalismo e dura o tempo necessário para informar, alertar sem ser aborrecido.

E também gosto muito, por falar em saúde, da série "Anatomia de Grey", muito por causa do cirurgião de olhos azuis porque faz um bom trabalho e tem estilo com a touca que usa e eu gosto de pessoas com estilo, mesmo que sejam meras personagens! :)

Segunda-feira, Julho 30, 2007

"Posso escrever os versos...

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: «A noite está estrelada,
e tiritam azuis, os astros lá ao longe.»
O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a, e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a eu nos meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que a perdi já.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, e ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que eu a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.
De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta a tive nos meus braços,
a minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Embora esta seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."
(Pablo Neruda)
...Retirado de um livro que me ofereceram, mas não, o poema não é para mim, mas é um dos melhores poemas de amor que já conheci! :)

Sábado, Julho 28, 2007

A colecção do Berardo... perdão, Sr. Berardo

Até Dezembro, a entrada para apreciar a colecção Berardo no Centro Cultural de Belém, é gratuita.
Ainda bem. Porque nem que fosse €1,00 o seu valor, eu andaria a chorar a moedinha o resto da vida.
Agora, vale a pena, estar na esplanada a ver a banda passar, descontraída a ler ou a conversar e aí, compensaria sempre, dar € 1,00 por um café, se necessário fosse.

Segunda-feira, Julho 16, 2007

Perplexidade...

Mais de 60% de abstenção, nestas últimas eleições, para a presidência da autarquia da capital do país.
O nível de abstenção elevadissimo nas últimas legislativas. O mesmo no referendo para o aborto.
O assalto a direitos adquiridos ao nível de política laboral, o crescente desemprego e precaridade laboral. Entre outras muitas mais medidas, umas mais outras menos camufladas que nos irão afectar a curto-médio prazo.
E continuamos sentados no sofá, impávidos, como povo sereno que somos.
Apenas o futebol nos mobiliza. Aí sim, somos muitos a acompanhar o percurso de um autocarro de jogadores de futebol. Aí sim, vamos e sorrimos e aplaudimos e brilham mais os olhos - grandes heróis!!
Os portugueses querem cada vez menos saber de Portugal e isso é algo que me perturba o sono...

Segunda-feira, Julho 09, 2007

Paisagem

"Subi a alta colina
Para encontrar a tarde
Entre os rios cativos
A sombra sepultava o silêncio.
Assim entrei no pensamento
Da morte minha amiga
Ao pé da grande montanha
Do outro lado do poente.
Como tudo nesse momento
Me pareceu plácido e sem memória
Foi quando de repente uma menina
De vermelho surgiu no vale correndo, correndo..."

(Vinicius de Moraes)

Porque é um dos grandes e um dos meus preferidos e porque às vezes apetece ler coisas assim...
:)

Domingo, Junho 24, 2007

E já agora...

Uma comédia, leve e que vale a pena.
Está na Comuna.
É de Moliére e chama-se Tartufo!!
:)

Sexta-feira, Junho 22, 2007

Para o ano há mais!

E apesar das noites sem dormir, de parecer um zombie, de não jantar normalmente de há uns dias para cá, de alguma rabujice (pouca, naturalmente... quase que nem se nota) pelas poucas horas de cama, já dá uma certa saudade...
As frequências estão no fim, a entrega de trabalhos também e fica sempre um certo amargo de boca, um nó na garganta quando dizemos até daqui a uns meses, aos que acompanharam as angústias e dificuldades. Aos que apoiaram. E até daqueles que não nos dizem grande coisa...
E no final, mesmo mesmo no final, há sempre alguém que nos marca e da qual já sentimos alguma saudade e à qual agradecemos pelo que nos ensinou.
E pensar que no início não me agradava assim tanto!! :)

Sexta-feira, Junho 08, 2007

É só para dizer...

... que este mês vou hibernar.
Depois, logo se vê!!

Quarta-feira, Maio 30, 2007

As minhas obras...

Já passaram dois meses... e ainda não está pronta!!
Nunca desejei tanto fazer uma refeição lá em casa.
Bolas, só quero a minha cozinha pronta...
:(

Sexta-feira, Maio 18, 2007

Post de homenagem aos que não desistem!...


Mordillo é um dos meus cartoonistas preferidos, pela mensagem de ternura que sempre transmite nos seus trabalhos.

Porque com muita vontade, perseverança, luta e muita imaginação para ultrapassar os problemas, conseguimos sempre o que queremos!! :)
A minha humilde homenagem, para fazer sorrir.

Domingo, Maio 13, 2007

O segredo para a Felicidade é.....

Pensei, pensei, pensei e acho que o segredo para a felicidade amorosa, profissional, individual, social, até, está na dose de expectativas que colocamos às coisas que nos surgem ou nos projectos em que nos integramos.
Saber dosear as expectativas entre o realista e o emotivo é a base, a estrutura, o alicerce fundamental, para que tenhamos uma vida relativamente feliz sem grandes sobressaltos e frustrações.
Com a expectativa na dose certa, se as coisas não correm bem nunca ficamos demasiado em baixo. Se corre pelo melhor, ficamos contentes e com aquela certa dose de satisfação de que sabia que iria correr bem, porque as expectativas criadas foram as realistas.
A emotividade é o inimigo número um deste processo todo.
Portanto, abaixo com as emoções desmedidas. Há então que fazer um esforço, ainda que dificil e árduo, para que a racionalidade impere sempre na nossa vida, nos nossos actos e, sobretudo, nas nossas opções...
Creio que tudo se tornará desta forma mais fácil... Esta coisa de viver!! :)

Quarta-feira, Maio 02, 2007

O que é o tédio??


Tédio é...

Ter montes de coisas para fazer e não ter vontade.

Tédio é estar de férias e com vontade de voltar ao trabalho, para recomeçar a rotina, o contra-relógio, o stress, o não ter tempo para nada e, por isso, mesmo, conseguir ter vontade e tempo para fazer tudo o que tenho para fazer.



Um dia, gostava de poder ser uma pessoa normal, com uma vida normal e gostar!! :)






Segunda-feira, Abril 16, 2007

Até ao meu regresso!!

Não é que queira aborrecer alguém... Não.
Quem trabalha que continue e trabalhar com afinco, arduamente e com um sorriso nos lábios para que a coisa corra um pouco melhor.
Desejo sinceramente alegria no trabalho a todos. A mesma ou mais do que aquela que vou ter em férias!! Eh Eh Eh :)

Quinta-feira, Abril 12, 2007

Cansaço...




Não é minha, mas reflecte-me hoje...

Terça-feira, Abril 03, 2007

O Amor e as suas faces e fases e birras e disposições...

Diálogo I

- Mãe...
- Sim!
- Sabes que vou e fim de semana.
- Sim, sei.
- Mas olha, quero dizer-te que me vou divertir muito, mas também vou sentir saudades tuas!!
(E a mãe lá fica com a lagrimita)

Diálogo II

- Mãe, mãe, mãe!!!
- Já sei que sou mãe. O que queres?
- Olha ali aquele ovo gigante de chocolate...
- Já vi.
- Posso levar?
- Não.
- Mãe, deixa lá, deixa, deixa, deixa...
- Não. Já sabes que isso só faz mal aos dentes e barriga e que não gasto dinheiro nessas coisas.
- Posso levar um bolo de arroz para comer já.
- Não. Vamos já para casa jantar e tenho lá doce para a sobremesa.
- Mãe...
- Simmmmm.
- Sabes o que tu és?
- O quê?
- Aborrecida!!!
(E a mãe lá se finge zangada e disfarça a vontade de rir)

Quinta-feira, Março 29, 2007

E se...


... tudo fosse
definido,
sereno
e adquirido...
Seria melhor?
Seria mais especial?
Mais belo?
Sonhariamos ainda mais?...
...Provavelmente seria uma seca!! :)

Segunda-feira, Março 26, 2007

As obras, o caos e a especialização

Quero agradecer a amabilidade de todos quantos me têm aturado nesta última semana de grande stress. Nomeadamente a pedreiros, canalizadores e malta das obras em geral.
Descobri coisas interessantes com estes senhores, nomeadamente, que os azulejos se vendem ao metro quadrado e que são caros como tudo.
Que as cozinhas não é chegar e colocar. Os painéis laterais são comprados à parte, bem como as prateleiras interiores e os tampos.
Parece-me lógico que armário sem tampo não é armário, mas pelos vistos estava enganada. E ainda, que as portas também se compram à parte! :)
Apesar do caos doméstico em que me encontro, estou feliz pela quantidade de coisas giras que aprendi. E, sobretudo, por fazer feliz a malta das obras com as minhas perguntas de elevado teor ignorante. Mas também ficaram a olhar para mim quando começei a falar da teoria capitalista de Marx, relativamente aos preços que cobravam por cada armário, dobradiças e outras coisas necessárias pelas quais nunca tinha dado conta.
Tenho stressado bastante com o pó e com o caos que se encontra a minha cozinha e sei que nos próximos tempos a coisa vai piorar, quando tiverem de colocar novos azulejos e chão.
Se só na fase dos preparativos já estou irritadiça que baste, quando começar a sério nem sei bem como me vou conseguir aturar. Vai ser durinho!!
Apelo ainda a todos os que vivam em andares, para não madarem t-shirt's pelos canos, nem bocados de tijolo e outras coisas mais. É que com o tempo o tubo entope e é um bocado aborrecido para quem leva com o resultado do entupimento em casa.
Posto isto, qualquer esclarecimento sobre obras é só contactar por mail que já estou apta a dar dicas.
P.S.:Já disse que a medida standart de um frigorífico é de 60 cm... e que a altura dos armários são ou de 70 ou 90!! Eh Eh :)

Segunda-feira, Março 19, 2007

Tempestade...


Ele há segundas-feiras que mais se parecem um vendaval arrasador.

Tudo é cinzento até o tempo...

Já devia saber que seria assim, quando logo no sábado se levantou um ventinho irritante.


Há dias mesmo, mesmo maus!! :(

Quinta-feira, Março 08, 2007

Dentistas e gafanhotos

Os dentistas são aqueles Srs Doutores pelos quais terei eternamente um pavor de arrepiar. E eu até me considero uma mulher extremamente corajosa (o único animal que me faz gritar é o gafanhoto), só não grito com o dentista porque não dá – apesar da boca constantemente aberta.
Não que o compare a um animal… Tal nunca me passou pela ideia.
Não gosto de ir ao dentista porque não há lugar onde me sinta mais vulnerável. O estar ali deitada, de boca aberta, a mostrar o meu “interior” é uma coisa arrepiante.
A boca por dentro não é bonita e os raios-x pioram um panorama só por si muito pouco dignificante.
Ver-me na perspectiva interior não me deixa lá muito alegre e, pior que isso, é outra pessoa ver-me assim. Mexe comigo. Que posso fazer?
Aliás, nunca consigo encarar muito bem o meu dentista.
Chego ao consultório e assim que me manda deitar na cadeira fico muito mas mesmo muito pequenina. É um horror.
Depois é um enfiar de tubos e rolos de algodão que não entendo onde vão buscar tanto espaço. É um tubo para aspirar a saliva, outro para aspirar o tártaro e depois mais um com aquela broca, cujo som nos entra pelo cérebro adentro e se prolonga por vários dias… E mais um aparelho de lazer para acelerar o processo de não sei o quê. E aquele gancho horroroso que vai tirando coisas e as agulhas…Um inferno.
E nós ali.
Deitados, nas mãos de um ser que nos faz tudo isto sem nada podermos fazer, a não ser revirar os olhos de quando em vez e levantar o braço quando algo corre mal.
E no fim de tudo aquilo ainda saímos com a sensação de boca desfigurada, a voz está imperceptível e a cara ficou a mais pálida do mundo.
Eu por mim alinhava numa anestesia geral. Na boa! Ficava a dormir, sem ouvir sons e, sobretudo, sem sentir aqueles olhos em cima da minha cara a escarafunchar o meu “eu”.

Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Maravilhosa esta sensação de objectivos cumpridos quando tudo parecia impossível :)

O 1.º Semestre está feito!!!
Youppi - com direito a dança e tudo!!!

Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

HI5

Descobri que devo ser a única pessoa que não tem uma página no Hi5.
... Eu e, pronto, os meus pais. Os meus tios acho que também não...
Ok!! Eu e mais 10 ou 15 pessoas da minha família com mais de 55 anos!!

Terça-feira, Fevereiro 13, 2007

Porque às vezes dava mais jeito ser homem??...

Pela maneira descontraida de pensar e encarar as coisas, nomeadamente, em relação ao sexo.
A mulher tem de colocar ponta de sentimento em tudo.
E isso, na maioria das vezes, só atrapalha...
Até para nós, em algumas circunstâncias!!

Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

Porquê??

O sim ganhou no referendo sobre a despenalização do aborto até às 10 semanas.
Houve muitos debates, muitos apelos mas a abstenção foi elevadissima.
Fica o gosto amargo na boca...
Será que já não há nada que motive este nosso povo a sair do sofá??

Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

Definição...

Acho útil esta definição, pelo menos a duas criaturas, futuras licenciadas deste país, que ouvi a falar no bar da faculdade. Não sou de ouvir conversas alheias, mas é que estava a tentar estudar e as meninas que estavam a fazer um trabalho de grupo riam muito e falavam muito alto e não deu para evitar...
O trabalho, o delas, era sobre o Belo e o Bem... Entre comentários sobre a nova novela da SIC, a saída à noite com a prima e o amigo da amiga que quer conhecer outra amiga, que pelos vistos é tótó e que ela não vai apresentar, eis que surge no texto delas a palavra Sui Generis. Com a palavra surge igualmente a questão: "O que quer dizer isto?? Vejo em "bué" de textos esta palavra..." E muitos risos uma vez mais.
Este foi o momento em que me senti verdadeiramente feliz pelo facto de já estar nos 30.
E como sou optimista e isto da vida nunca se sabe... Fica a definição. Pode ser que lhes seja útil:
Sui generis significa literalmente "de seu próprio gênero", ou seja, "único em seu género". Usa-se como adjectivo para indicar que algo é único, peculiar: uma actividade sui generis, uma proposta sui generis, um comportamento sui generis.
A expressão começou a ser usada para coisas especiais, singulares, a partir do século XVIII, principalmente em textos científicos, para qualificar substâncias, enfermidades e até mesmo rochas que não se enquadravam nos grupos conhecidos ou que pareciam ser os únicos representantes de sua classe ou gênero. Pouco a pouco, sui generis ultrapassou os limites da ciência classificatória e passou a ser usado para qualquer coisa invulgar, fora do comum.
Em certos contextos, esta expressão é usada eufemisticamente, disfarçando, por meio da pompa e circunstância do Latim, uma crítica a algo que nos pareceu francamente esquisito; por isso mesmo, temos de tomar cuidado ao usá-la, para não sermos acusados de estar fazendo ironia. Um comentário do tipo "Aquele professor tem uma maneira sui generis de expor suas ideias" pode ser lido tanto em direcção ao bem, quanto ao mal; é bom esclarecer qual é a nossa intenção. Como todas as expressões latinas, deve vir em destaque na escrita (itálico ou negrito).